POV Dylan O som do elevador chegando ao andar foi como o disparo de uma execução. Eu não tive tempo de processar a gravidade da situação. Olhei para Lucy; ela estava pálida, mas seus olhos brilhavam com uma chama que eu nunca tinha visto. Ela ainda usava a minha camisa branca, os botões desalinhados, os pés descalços e o cabelo numa bagunça selvagem que gritava exatamente o que tínhamos feito naquela cozinha e naquela cama. Eu não tive tempo de mandá-la subir. As portas se abriram. Julian entrou primeiro, com um sorriso de triunfo que fedia a traição. Atrás dele, Liam Thorne, parecendo um juiz moralista prestes a proferir uma sentença. E, por último, meu avô. Arthur Lancaster não parecia doente. Ele parecia o próprio Deus do Velho Testamento, apoiado em sua bengala de ébano, com olhos que atravessavam qualquer mentira. O silêncio que se seguiu foi absoluto. Os olhos de Arthur varreram a sala, parando nos móveis ainda fora do lugar, no vestido jogado perto do balcão e, finalmente
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