POV Dylan Quatro meses. O tempo, que antes eu via como uma variável a ser otimizada, tinha se tornado um vazio abismal. O escritório em Manhattan, agora impecável e impessoal, refletia a minha própria alma: organizada, eficiente, mas terrivelmente desabitada. O divórcio estava finalizado. O nome Lancaster, outrora sinônimo de uma força inabalável, agora soava como uma nota dissonante. Eu tinha vencido a batalha contra Ashford, tinha consolidado o império e afastado todos os parasitas que tentaram se alimentar da minha vulnerabilidade. Mas, enquanto eu olhava para a folha de papel que selava a nossa separação definitiva, o que eu sentia era apenas o eco da minha própria ruína. Eu me sentia como um sobrevivente de um naufrágio que, ao chegar à costa, percebe que nadou no sentido oposto ao da sua salvação. Marcus entrou no escritório. Ele parou na porta, como se estivesse receoso de interromper o que quer que fosse que eu estivesse fazendo — que, ultimamente, resumia-se a encarar o
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