O ar fresco da tarde parecia denso, quase pesado, enquanto Natalia se despedia de todos. Suas palavras de despedida triste pairavam no ar, mas em seus olhos brilhava uma determinação de ferro.Nathan, nos braços de sua mãe, recebia beijos dos avós, que o olhavam com uma mistura de carinho e melancolia.—Se comporte bem, meu amor —murmurou Graciela enquanto acariciava sua bochecha—. Vamos sentir sua falta.—Nos veremos em breve, campeão —acrescentou Roberto, com um sorriso afetuoso.Nathan murmurou algo ininteligível antes de encostar a cabeça no ombro da mãe.Isabella, que observava da soleira da porta, não perdeu tempo. Assim que viu que a despedida estava chegando ao fim, sua voz cortou o ar como um chicote.—Simão, vamos imediatamente para o nosso quarto —disse ela em tom autoritário, como se não aceitasse resistência.Simão cerrou os lábios. Seu desconforto era palpável, mas ele obedeceu, embora cada passo lhe custasse.Simão, que estava um tanto absorto em seus pensamentos, ergue
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