A cozinha estava imersa naquela luz pálida e fria de fim de inverno quando ouvi os passos pesados e firmes de Damiano no corredor de madeira. Cat já estava concentrada em seu chocolate quente, mas eu parecia ter desenvolvido um sensor biológico para a presença dele; minha pele se arrepiou antes mesmo dele cruzar a soleira da porta.— Bom dia — a voz dele saiu rouca, carregada por aquele tom grave matinal que sempre fazia meu estômago dar voltas.Ele caminhou até nós, exalando um cheiro limpo de sabonete e o aroma sutil de couro do seu relógio. Damiano inclinou-se primeiro sobre Cat, depositando um beijo carinhoso no topo da cabeça loira dela, e depois se virou para mim. Ele me envolveu pela cintura, puxando-me para um selinho demorado que tinha gosto de
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