DanteAmar a Valentina, agora, parece coisa inteira. Não é metade de sentimento, nem amor com ressalvas, nem promessa com letra miúda. É amor completo, sem segredos, sem corredor escuro, sem porta trancada com o nome de outra mulher pendurado na maçaneta.Três dias atrás eu era um homem tentando remendar o que eu mesmo rasguei. Hoje eu atravesso o corredor do hotel em Paris com a sensação estranha de que, pela primeira vez em muitos anos, o coração e o sobrenome andam no mesmo passo.Ainda assim, quando o elevador se fecha e o número do nosso andar começa a descer, alguma parte de mim fica lá em cima, deitada do lado da Valentina.Vejo ela na memória como deixei minutos atrás. Descalça, em pé no meio do quarto com a mão na barriga e aquele sorriso que é metade coragem, metade medo.Foi difícil soltar. Foi difícil sair. Foi difícil deixar.Não porque eu não confie nos meus homens. Não porque eu não confie em Sofia, que me olhou nos olhos e prometeu cuidar "dela e do pequeno" como quem
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