DanteValentina havia dito sim, mas eu não avancei o sinal. Não porque não queria, e sim para provocá-la um pouco mais. O provador era grande, mas parecia pequeno para nós.A encarei pelo espelho, o vermelho no corpo dela era luz e silêncio ao mesmo tempo. Valentina encostou de lado no espelho, me olhou por cima do ombro com um sorriso que eu reconheço: "vem, mas vem bonito".- Preciso de ajuda com o fecho. - ela disse, rouca de malícia, não de pressa.- Ajuda é meu segundo nome. - respondi, chegando perto o bastante para sentir o cheiro do perfume brigando com a pele limpa.Pousei as mãos na cintura dela, só isso, e antes do fecho, arrumei a alça que teimava em deslizar. Beijei devagar seu ombro, bem onde o tecido encontra a pele, um beijo curto, quase uma assinatura. Ela respirou fundo. O espelho devolveu nós dois: ela, corajosa; eu, grato.- Se te apertar aqui... - disse, ajeitando o tecido na lateral do busto - ...fica mais confortável?- Fica mais você. - ela riu baixo, a cabeça
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