Naquela mesma noite, Bento voltou para o país. Ele retornou para Lucala, pegou o carro e, seguindo o GPS, chegou ao sanatório onde Dalila vivia agora. Velho, imundo, barulhento: essa tinha sido a primeira impressão que ele tivera do lugar.Assim que Bento, com o terno sob medida impecavelmente ajustado ao corpo, colocou o pé ali dentro, atraiu todos os olhares.Não era para menos. A figura dele destoava completamente daquele ambiente. Quem estava ali, em geral, eram pessoas sem dinheiro, sem família para cuidar delas e que já não conseguiam mais se virar sozinhas.Bento, por outro lado, era alguém que qualquer um reconheceria, à primeira vista, como rico. Bastou ele jogar algumas notas de dinheiro na mão da recepcionista para que as cuidadoras do sanatório passassem a rodeá-lo, atenciosas, perguntando quem ele tinha vindo ver, se queria chamar a pessoa para fora, avisando que lá dentro era sujo, que era melhor ele dizer um nome e deixar que elas trouxessem a interna até ele.— Me leva
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