A REDENÇÃO DE CHARLESOLIVERApós três dias de uma agonia silenciosa e sufocante que se instalou nos corredores deste hospital de Nova York, o peso da tragédia que aconteceu com o Charles ainda paira sobre todos nós. Eu permaneço na antessala da Unidade de Terapia Intensiva, com o cansaço acumulado das últimas setenta e duas horas pesando nos meus ombros, mas mantendo a guarda firme por aqueles que dependem de mim. De repente, a porta dupla de isolamento se abre e Sílvia, a noiva dele, vem nos chamar com os passos rápidos e uma expressão misturada de alívio e urgência no rosto pálido.Ela se aproxima de onde estamos sentados, limpa uma lágrima rápida no canto do olho e diz, com a voz embargada, que o Charles finalmente deu os primeiros sinais reais de consciência após a retirada completa dos sedativos.— Ele acordou, Oliver... Ele está meio desorientado por causa da medicação forte, mas ele está chamando por você agora mesmo com muita insistência
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