Ao observar a figura incrivelmente magra de Sara dentro do enorme avental hospitalar azul listrado, Rodrigo sentiu uma pontada de tristeza.Ele havia finalmente conseguido convencer a tia Lina a alimentá-la três ou quatro vezes por dia até que ganhasse um pouco de peso — mas depois de apenas alguns dias, tudo voltara à estaca zero.Rodrigo apertou as bochechas dela, impotente. "Comporte-se, está bem? Se você emagrecer mais, não ficará mais bonita, Sra. Weller."O tom leve amenizou a tristeza que persistia no coração de Sara. "Rodrigo, dói!""A gente aprende com os erros."Sara franziu os lábios, um pouco irritada, até segurar a tigela de porcelana com margaridas estampadas, os dedos acariciando inconscientemente a borda quente.Rodrigo pegou uma colherada de mingau. "O médico disse para comer algo leve nestes dias. Vamos — abra a boca."Sara não estava acostumada a ser servida dessa forma enquanto comia, então estendeu a mão. "Eu mesma consigo."Antes que a mão pudesse tocar a tigela,
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