DiogoNa manhã seguinte, ainda deitado com a roupa da festa, sem conseguir dormir, minha mente rodava sobre cada detalhe daquela noite. Queria decorar cada pedacinho do corpo de Larissa, guardar cada palavra, cada carinho. Mesmo cercado de felicidade, uma tristeza me apertava o peito — um sentimento de perda que não conseguia racionalizar, por mais que tentasse imitar a serenidade dela. Antes já era difícil; agora que a havia tido em meus braços, sentido seus lábios, tocado cada curva do seu corpo, era impossível.Quando meu pai entrou no quarto e me viu deitado, cama feita, roupa de festa, não disse nada de imediato. Sentou-se ao meu lado e ficou me encarando, esperando. Sempre fomos amigos, e ele podia ler em mim como um livro aberto.- Filho, o que você faz ainda com a roupa de ontem, com a cama feita e essa cara que não sei nem descrever? – preocupação estampada em seu rosto.- Pai, hoje não, por favor. Não quero falar nada, nem ver ninguém. – implorei.- Diogo, meu filho, nunca t
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