Romano abriu caminho pelo salão com o sorriso de quem acreditava controlar cada pessoa sob o próprio teto.Eu nasci e cresci em um meio onde homens como ele circulavam entre os nossos e faziam questão da nossa aprovação.Gostavam de luz baixa, bebida cara e mulheres bonitas circulando perto o bastante para distrair, mas não o suficiente para interferir nas conversas que realmente importavam. Gostavam de chamar aquilo de hospitalidade. De fazer os outros acreditarem que uma mansão cheia, uma mesa farta e portas fechadas no andar de cima eram sinais de poder.Para mim, era só barulho.Serena caminhava ao meu lado. A mão dela permanecia no meu braço, leve, mas eu sentia a tensão nos dedos. Sutil. Desde o momento em que ela entrou na sala da cobertura com aquele vestido preto, eu vinha percebendo cada tentativa dela de parecer menos nervosa do que realmente estava.E, ainda assim, tinha vindo.Por mim.A ideia se acomodou no meu peito de um jeito inconveniente.Romano falava qualquer cois
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