O silêncio dentro da sala era pesado.Não era aquele silêncio confortável, de descanso ou paz. Era um silêncio que pressionava o peito, que fazia o ar parecer mais denso, mais difícil de respirar. Helena sentia isso enquanto permanecia parada, no centro da sala, com as mãos frias e o coração batendo rápido demais.Ela conhecia aquele ambiente como ninguém.Cresceu ali.Aprendeu a andar naquele piso de mármore, a se portar à mesa, a sorrir quando mandavam. Mas, naquele momento… tudo parecia estranho. Como se ela fosse uma visita indesejada dentro da própria casa.— Então é verdade.A voz do pai veio seca, controlada.Ele estava sentado na poltrona principal, com as pernas cruzadas e os olhos fixos nela. Não havia grito. Não havia descontrole. E isso, de alguma forma, era pior.Helena engoliu em seco.— É.Uma palavra simples.Mas parecia ter peso suficiente para quebrar tudo.A mãe, sentada ao lado, levou a mão ao peito como se tivesse sido atingida.— Eu não acredito… — ela murmurou,
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