Angélique MayersMesmo que, por dentro, ainda houvesse algo quase me fazendo explodir, consegui rir ao lado de Eva. Ao contrário do que imaginei, minha amiga não mencionou o pequeno espetáculo que Nolan havia feito no avião, e que, eu sabia, metade da tripulação havia assistido de olhos arregalados, mas atentos.Suspirando irritação, desfiz as malas. Abrir as portas do closet me trouxe uma surpresa ingrata. Havia uma caixa fora do lugar. Nada demais, mas ainda assim, com fotos de infância, recordações com amigos, com Nolan.— O que foi? — Eva questionou, quando percebeu que eu havia congelado.— Eu não sei... — disse, ajoelhando-me no chão para colocar tudo de volta onde deveria estar. — A caixa caiu. Será que... não, eu devo ter deixado em falso quando peguei algumas coisas para a viagem.— É, deve ter sido isso. Não se preocupe, está bem? Mas, se você quiser, eu posso dormir aqui.— Quero. Eu quero, sim. — disse, olhando para a minha amiga com um sorriso que não alcançava os olhos.
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