Joseph Rosie permaneceu internada por mais alguns dias. Os médicos preferiram observá-la com cuidado por causa do infarto. A febre desapareceu rapidamente, os exames começaram a melhorar e, pouco a pouco, a cor voltou ao rosto dela. Mesmo assim, eu passava no hospital todos os dias, às vezes duas vezes por dia, antes de ir para a SouthLine ou depois de sair de lá. Acabei criando uma pequena tradição. Sempre chegava com flores. No primeiro dia levei lírios. Depois vieram margaridas, tulipas, orquídeas e, quando comecei a ficar sem ideias, deixei que a florista escolhesse por mim. Rosie ria toda vez. — Você vai acabar falindo essa floricultura. — Ainda sai mais barato do que deixá-la sozinha. Ela balançava a cabeça, divertida. — Você exagera tanto... — Eu prefiro exagerar a repetir o susto. Dessa vez ela não respondeu. Seu sorriso diminuía sempre que lembrávamos daquela madrugada. O infarto serviu de alerta para todos nós. Principalmente para mim. Passei tempo
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