Na manhã seguinte, Giulia acordou antes mesmo de abrir completamente os olhos. Foi sensação primeiro — o calor do corpo dele atrás do dela, o braço firme ao redor da cintura, o encaixe perfeito que, em tão pouco tempo, já tinha se tornado natural demais. Ele tinha se aproximado durante a noite, ou talvez nunca tivesse realmente se afastado. Ela não se mexeu. Pela primeira vez, não havia tensão, nem aquele cuidado silencioso entre eles. Só tranquilidade. Respirou fundo e ficou assim por alguns segundos, absorvendo aquilo, até sentir ele se mover levemente, ainda sonolento, aproximando o rosto do pescoço dela. — Bom dia… — a voz saiu baixa, rouca. Giulia sorriu, ainda de olhos fechados. — Bom dia… Virou-se devagar nos braços dele, ficando de frente, sem quebrar o contato. O movimento foi fácil, natural, como se aquilo já fosse deles. Eles ficaram assim por um instante, apenas se olhando, e então o beijo veio — calmo, sem pressa, sem peso. Pela primeira vez desde que tudo começou, n
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