Capítulo 61 João Miguel Prass Fernandes Segurei o braço dela antes mesmo que terminasse de falar, puxando sem cuidado pelo corredor. Não esperei resposta, não olhei pra trás, não dei espaço. Só queria tirar ela dali, daquilo, da imagem que não saía da minha cabeça. Abri a porta do quarto com força e praticamente arrastei ela pra dentro, o corpo dela virando junto com o movimento, até a porta bater atrás de nós num impacto seco que ecoou pelo ambiente inteiro. — Pra que isso? — ela reagiu na hora, puxando o braço de volta. Só então percebi o que tinha feito. Eu tinha batido a porta forte demais. Soltei o ar pelo nariz, passando a mão pelo rosto numa tentativa inútil de me controlar, porque a raiva ainda estava ali, presa, incomodando, subindo de novo no segundo seguinte. Quando levantei o olhar, Astrid continuava me encarando, firme, como se nada tivesse acontecido, como se eu estivesse exagerando, e aquilo só piorou tudo. Dei um passo na direção dela, mais lento dess
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