Valentina entrou no vagão no último segundo.As portas se fecharam atrás dela com um som seco, separando-a do homem que ainda a observava no topo da escada. Por alguns instantes, ela não se moveu. Apenas ficou ali, em pé, no meio de pessoas desconhecidas, tentando controlar a respiração.O metrô começou a andar.Só então ela soltou o ar.Não estava segura.Apenas tinha ganhado alguns minutos.Ela segurou a barra de metal com força, mantendo o rosto baixo. O celular continuava desligado na bolsa. Leonardo tinha marcado duas horas. Duas horas sem contato direto, sem mensagens, sem rastros.Duas horas podiam parecer pouco em uma vida comum.Naquela noite, pareciam uma eternidade.Valentina observou o reflexo no vidro escuro da janela. Seu rosto parecia calmo, mas os olhos denunciavam tudo. Ela estava alerta demais. Tensa demais. Viva demais.Quando o metrô parou na estação seguinte, ela não saiu.Precisava quebrar o padrão.Na próxima, também não.Só desceu três estações depois, misturan
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