A volta para a mansão foi silenciosa.Mas não era um silêncio vazio.Era carregado, denso, como se tudo tivesse mudado de lugar dentro deles.Agora havia um rosto, um nome, uma intenção clara.E isso tornava tudo mais perigoso.Valentina entrou no quarto e caminhou direto até a janela. O corpo ainda tenso, a mente acelerada.— Ele queria que você visse — disse ela.Leonardo tirou o relógio e o apoiou sobre a mesa.— Sim.— Aquilo não foi acaso.— Não.O silêncio que seguiu não deixava espaço para dúvida.— Ele não está escondendo nada — continuou ela. — Está controlando o cenário.Leonardo se aproximou e parou ao lado dela.— Ele sempre faz isso.Valentina virou o rosto.— Você conhece bem demais.Ele demorou um segundo antes de responder.— O suficiente.Antes que ela pudesse insistir, bateram na porta.Leonardo abriu.Um dos funcionários estava ali, segurando um envelope.— Senhor Montenegro.Ele entregou o envelope e saiu.Leonardo fechou a porta.Valentina observava.— O que é?El
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