Eu ainda não havia saído do quarto. Os dias seguintes ao resgate foram um borrão de cansaço, dor e uma vigilância constante de Alessandro. Ele não saía do meu lado. Não deixava ninguém se aproximar demais. Nem a médica, nem as empregadas. Apenas ele cuidava de mim, trocava os curativos, trazia comida, ajustava os travesseiros, vigiava cada respiração minha como se o mundo pudesse me tirar dele novamente a qualquer momento. Eu me sentia sufocada às vezes, mas também segura. Forte. Porque, pela primeira vez, eu conseguia lidar com essa hipervigilância dele sem me sentir fraca. Eu estava mais forte. Mesmo com o corpo ainda se recuperando, minha mente estava mais firme.
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