Os dias de "lua de mel", se é que dava para chamar aquele enterro de luxo assim, passaram voando.Diego e Suzie quase não se falavam.Com o chuveiro funcionando perfeitamente, até os encontros acidentais desapareceram, restando apenas as refeições, silenciosas, mecânicas, onde o som dos talheres parecia alto demais para um espaço onde antes nunca faltavam palavras.O silêncio nas refeições era tão pesado que tirava até o gosto da comida.Suzie passava a maior parte do tempo no quarto, cercada por relatórios, anotações e números que ela revisava com atenção quase obsessiva, como se pudesse compensar, em poucos dias, os quatro anos longe da empresa.Era o jeito dela de retomar o controle.Diego, por outro lado, parecia não ter pressa alguma.Circulava pela casa com uma calma irritante, como se ainda estivesse de férias, como se não tivesse uma empresa gigantesca para dirigir em breve.Mas tinha.Quando a “lua de mel” acabou, a realidade não pediu licença, ela simplesmente apareceu.Suzi
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