Azaléia Rosa Martins BarcellosAs pessoas costumam achar que sou estranha, na verdade, algumas nem tentam esconder.Já ouvi colegas dizerem que penso demais, que falo coisas esquisitas ou que minha cabeça parece funcionar em outra dimensão. Quando era menor, isso me incomodava um pouco. Não muito, porque cresci em uma casa onde ser diferente nunca foi considerado um problema, mas o suficiente para perceber que a maioria das pessoas realmente não entendia algumas das coisas que passavam pela minha cabeça, acho que é culpa do meu irmão.Durante toda a minha infância, convivi com um menino que falava sobre dinossauros durante o café da manhã, no almoço, no jantar e até antes de dormir. Enzo conseguia transformar qualquer assunto em uma conversa sobre fósseis, evolução ou espécies extintas.Para mim, aquilo sempre foi normal.Afinal, aquele era o meu irmão.O problema é que acabei crescendo do mesmo jeito.Só que, em vez de dinossauros, minha mente decidiu gostar de coisas completamente d
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