O crepúsculo na casa de campo tingia o céu de um violeta profundo. Alexander passara a tarde cortando lenha. Sophia, da varanda, observava-o em silêncio. Ele estava apenas de calça jeans, sem camisa, e o suor brilhava em seus ombros largos enquanto o machado descia ritmicamente. Era uma visão perturbadora para ela; aquele homem não era o "Dono do Império" de terno blindado, mas um homem bruto, físico, cujas mãos — as mesmas que a haviam ferido — agora trabalhavam para aquecer os filhos. À noite, a lua cheia surgiu, imensa e prateada. Alexander montou uma fogueira no gramado e preparou uma refeição rústica. Arthur, com seus dois anos, e Gael, com quatro, corriam ao redor das chamas, rindo com uma alegria que parecia ter sido importada de uma vida anterior. Alexander brincava com eles, pegando-os no colo, enquanto Sophia servia a comida, permitindo-se, por breves instantes, fingir que eram uma família comum. O Silêncio sob o Cosmos Quando o cansaço finalmente venceu os meninos,
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