A escuridão voltou a ser sua única companhia.Adrian já não sentia o tempo. O corpo estava exausto, ferido além do limite comum, mas a mente permanecia ativa como uma lâmina afiada prestes a cortar o destino ao meio.A notícia ainda ecoava.Ela ia desaparecer.Cada batida do coração parecia uma contagem regressiva.Ele manteve os olhos fechados, respirando devagar, economizando energia. Aprendera isso anos antes, em treinamentos que Voss chamava de “simulações de colapso”.— O corpo é descartável. — A mente decide quando a guerra termina.Ele nunca tinha esquecido.Um ruído metálico surgiu no corredor.Passos.Mais leves dessa vez.Não eram os guardas habituais.Adrian abriu os olhos lentamente.A porta se abriu apenas o suficiente para uma silhueta entrar.Pequena.Ágil.Determinada.Por um segundo ele achou que ainda estava delirando.— Não faz barulho — sussurrou uma voz feminina.Ele franziu a testa.— Quem…A mulher aproximou-se.Retirou o capuz.O mundo pareceu inclinar.— Sof
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