Capítulo 249 — O nascimento do imprevisívelA fusão não teve forma.Teve consequência.O primeiro sinal foi o silêncio absoluto.Não aquele silêncio de ausência.Mas o silêncio de algo tão grandioso que todos os sons perdem o sentido diante dele.Adrian foi lançado para trás.Não por força.Mas por transformação.O corpo dele atravessou camadas de realidade como uma pedra atravessa a superfície da água. Memórias, futuros possíveis, versões alternativas do próprio mundo explodiam ao redor.Ele tentou gritar.Não conseguiu.Porque naquele instante… até a identidade parecia instável.No centro da dimensão rachada…O menino deixou de ser três.Mas também não voltou a ser um.A nova presença flutuava.Sem contorno definido.Mudando constantemente.Às vezes criança.Às vezes luz.Às vezes sombra.Às vezes algo que nenhuma mente humana conseguiria compreender completamente.— Pai… — a voz ecoou.Mas agora vinha de todos os lados.De dentro.De fora.De antes.De depois.Adrian tentou se leva
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