Irina Viktor trouxe uma babá para cuidar do Apolo, e, no meio de tudo aquilo que parecia mais uma tentativa de controle, surgiu uma oportunidade. A mulher era calma, discreta, do tipo que passaria despercebida em qualquer ambiente, e, para a minha surpresa, eu já a tinha visto antes. Não lembrava exatamente de onde, mas havia um reconhecimento ali, algo que me deu uma abertura que eu não podia desperdiçar. Eu precisava de qualquer brecha, qualquer erro, qualquer descuido. Porque sobreviver ali dentro já não era suficiente. Eu precisava sair. No dia anterior, enquanto ela cuidava do Apolo, puxei conversa com cuidado. Não podia parecer apressada, não podia parecer desesperada. Então fiz o que aprendi a fazer desde que Viktor me trouxe para aquele inferno: atuei. Fingi cansaço, falei baixo, deixei a voz falhar nos momentos certos, como se estivesse à beira de um colapso emocional. Disse que não conseguia dormir, que minha cabeça não parava, que o estresse estava me consumindo aos pouc
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