BOGDAN Entrei para a organização há pouco tempo, mas isso nunca significou proteção ou período de adaptação. Aqui, tempo não mede experiência, mede sobrevivência. Desde o primeiro dia, entendi que cada decisão que eu tomasse seria observada, analisada e julgada por homens que não acreditam em potencial, apenas em resultado. Foi exatamente por isso que me colocaram nessa função. Vigiar alguém próximo ao topo da hierarquia não é uma tarefa operacional simples, é um teste silencioso. Um erro não compromete apenas a missão, compromete quem executa. E, nesse ambiente, falhas não são corrigidas, são eliminadas. Passei o dia inteiro acompanhando a rotina dela sem interferir, mantendo distância suficiente para não ser percebido, mas próximo o bastante para reagir caso algo saísse do padrão. Escola, retorno para casa, interações limitadas, comportamento aparentemente normal. Ainda assim, não existe normalidade quando alguém já quebrou o próprio padrão uma vez. Quem foge, pensa. E quem pensa
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