CAP. 91 - A percepção de que o diabo tem um rosto
POV/ ANTONELLA/SIENANinguém nunca me reconheceu porque ninguém nunca me viu de verdade. Fui trancada naquele convento aos quatro anos, e desde então, o mundo exterior era apenas uma pintura borrada através de vitrais. Vi meu pai apenas duas vezes em uma década e meia — ele nem sequer saberia dizer a cor dos meus olhos se o perguntassem. A única pessoa que conhecia meu rosto, que me viu crescer entre rezas e cicatrizes, era o Ethan.Eu era um fantasma digital. Sem fotos na internet, sem registros, sem redes sociais. Eu não existia para o mundo, o que tornava meu anonimato no bar L'Inferno quase perfeito. Eu via o dono do bar de vez em quando, o homem de olhos coloridos que parecia ler a alma das pessoas. Eu sabia que ele era o Capo, o líder da máfia, mas eu não fazia perguntas. No convento, aprendi que a curiosidade é o primeiro passo para o castigo. Se você é discreta, se não se destaca, você se torna parte da mobília. E ninguém desconfia da mobília.Conheci o Ferraro mais novo, Cas
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