Lívia ficou alguns segundos olhando para o próprio colo antes de conseguir continuar. A sala já começava a encher, cadeiras arrastando no chão, vozes misturadas, mas parecia que havia uma bolha ao redor das duas.Ela respirou fundo.— Eu terminei com ele.Marina piscou, surpresa de verdade dessa vez.— Ah, não, Liv… — a voz saiu mais baixa. — Eu sei que é um momento complicado, mas você…— Marina — ela interrompeu, firme, antes que a amiga tentasse construir qualquer argumento romântico. — Como eu vou continuar com o pai de uma amiga minha, sendo que a mãe dela está com câncer? Ele está dentro daquela casa, cuidando dela. Dormindo lá. Vivendo lá. Eu não posso ser um empecilho pra eles reatarem o casamento.Marina abriu a boca para responder, mas fechou de novo, pensando melhor nas palavras.— Isso tudo é uma loucura, eu entendo o que você quer dizer, mas, Liv…Lívia fungou, tentando manter o controle.— Eu precisei fazer isso. Pra que a Vale nunca saiba que eu era a vagabunda que esta
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