Naquela mesma tarde, Helena Ferraz entrou no escritório da família Albuquerque sem anunciar sua presença. Ela conhecia aquele lugar bem demais para precisar de formalidades. Os corredores eram silenciosos, revestidos por painéis de madeira escura e quadros antigos da história da empresa. Helena já tinha caminhado por ali inúmeras vezes ao longo dos anos. Não como visitante. Mas como alguém que sempre soube que, mais cedo ou mais tarde, faria parte daquela família. A secretária levantou-se ao vê-la. — Senhorita Ferraz, o senhor Henrique está em reunião— — Eu espero. Helena respondeu com um sorriso educado que não deixava espaço para discussão. Ela caminhou até a porta da sala dele e permaneceu ali, observando discretamente o movimento do escritório. Funcionários passando. Assistentes carregando documentos. Conversas baixas. A engrenagem de um império funcionando como sempre. Alguns minutos depois, a porta da sala abriu. Henrique apareceu afrouxando a gravata
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