O silêncio dentro da casa era pior do que os tiros.Porque agora…não havia dúvida.Era real.Era direto.E era perigoso.Aurora ainda estava no chão.A respiração acelerada.O corpo quente.E o coração… completamente descompassado.Adrian ainda segurava o rosto dela.Como se tivesse medo de que ela desaparecesse.— Me diz de novo — ele pediu, a voz baixa, mas tensa — você está bem?Aurora assentiu.— Eu estou.— Tem certeza?— Tenho.Ele analisou cada detalhe.Cada expressão.Como se procurasse qualquer sinal de algo errado.— Você não se machucou?— Não.— Nem de raspão?— Não, Adrian!Silêncio.Ele soltou o ar devagar.Mas não a soltou.— Isso não pode acontecer de novo.— Eu concordo.— Não, você não entende.Ele se afastou um pouco.Passando a mão pelo cabelo.Nervoso.— Eles atiraram.— Eu vi.— Dentro da minha casa.— Eu também vi.— Em você.Silêncio.Aquilo pesou.Muito.— Eles estavam mirando em você também — disse ela, mais baixo.— Eu sei.— Então não é só sobre mim.— Ago
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