(...)Lorenzo As paredes brancas do quarto de hospital pareciam se fechar sobre mim, mas não por claustrofobia. Era a impotência. Eu, que passei a vida inteira aprendendo a controlar mercados, a antecipar crises e a dobrar homens poderosos à minha vontade, estava ali, reduzido a um espectador diante da dor da mulher que eu mais amava no mundo. Quando a primeira contração a atingiu, às três da manhã, meu instinto foi entrar em modo de combate. Organizei a logística, as rotas, a segurança, agi como o CEO que resolve problemas. Mas, no momento em que entramos naquela sala de parto, percebi que meu "poder" não valia absolutamente nada ali. Eu via o suor brilhando em sua testa e o modo como seus dedos se cravavam na minha mão. A cada onda de dor, eu sentia meus pr
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