(...)Liza Meus olhos moveram-se lentamente para a mesa do centro. O par de sapatos de tricô branco parecia uma acusação silenciosa no meio da sala. Um frio violento subiu pela minha espinha, não de medo, mas de uma indignação profunda. Lorenzo havia triplicado a segurança, transformou nossa casa em um bunker tecnológico em poucas horas... e, ainda assim, o passado dele tinha encontrado uma forma de entrar. Alguém em quem confiávamos, alguém que fazia parte da nossa rotina, tinha aceitado o dinheiro de Jhulia para nos ferir. Para me atingir. Acompanhei Lorenzo com o olhar. Cada músculo do corpo estava tenso, operando sob uma descarga pura de adrenalina. Ele caminhou até a mesa, pegou os sapatinhos com a ponta dos dedos e, com uma repulsa evidente, jogou-os na gaveta do aparador de carvalho. O som da madeira batendo com força e a chave girando ecoaram como
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