86. A Travessia
VALENTINAFaltava um pouco mais de uma hora pro voo de Dante. Abri uma das trancas da saída secreta — uma daquelas que, caso a tentativa falhasse, seriam explodidos alguns metros do túnel.“Sou muito foda, mesmo!”, sorri com minha capacidade incrível de abrir qualquer porta. Dante ainda não havia me alcançado. Voltei ao porão e lá estavam eles, testas coladas, faces entre as mãos. Decidi dar-lhes um pouco mais de tempo. Se tudo desse certo, estaríamos, em quarenta minutos, no aeroporto.As mãos de Thiago percorreram as costas de Dante até suas nádegas, nas quais ele segurou e o puxou mais para si. Beijou seu pescoço. Pelo jeito que Dante recebeu, deve ter sido um chupão.— Eu te prometo que, depois disso, eu vou até você.— Mas as chances de você morrer são altíssimas! Eu não sou burro, sei que há um plano kamikaze, saído da cabeça de Lorenzo, rolando…Thiago o calou com um novo beijo.— Ei, você é meu namorado, mas eu me casei com o perigo. Agora, vá, Valentina está com cara dessas v
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