KamilaO sol da manhã entrou pela janela sem pedir licença, trazendo consigo uma brisa quente que carregava o cheiro de terra e o som distante do canto dos pássaros. Eu pisquei, sentindo as pálpebras pesadas, e por um segundo o teto desconhecido me causou um sobressalto. Mas então, o perfume dele me envolveu. Sândalo, e aquele calor másculo que agora estava impregnado na minha pele.Rolei para o lado, tateando o lençol em busca do corpo dele, mas encontrei apenas o vazio morno. Sorri sozinha, sentindo um formigamento suave entre as pernas, uma lembrança física e doce da noite anterior. Tudo tinha sido real. A oficina, a tatuagem com minhas iniciais, a entrega desesperada e, finalmente, a calma após o banho que compartilhamos e o sono pesado em seus braços. Eu me sentia completa, como se as peças do meu quebra-cabeça, espalhadas por oito anos, tivessem finalmente sido montadas.Sentei-me na cama, os cabelos cacheados caindo em desalinho sobre os ombros. No criado-mudo, notei um pedaço
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