NAS AREIAS DO TEMPO E O IMPÉRIO DO AMORSAMIR AL-NAYEFO vento morno do entardecer sopra suave, desenhando ondas douradas nas vastas areias do deserto. Estou de pé no topo da duna mais alta, observando o horizonte distante onde o sol começa a se deitar vagarosamente, tingindo o céu infinito de Alkamar com tons profundos de púrpura, rubi e ouro reluzente. Olho para os meus próprios pés, fixando os olhos sobre essa terra árida que quase foi a minha sepultura definitiva, e um sorriso inevitável e grato surge em meus lábios. Já se passaram dez anos. Dez anos inteiros desde o dia mais crucial da minha existência, o dia em que o destino implacável me jogou ferido, sangrando e desenganado no meio do nada, e a minha vida foi salva pelas mãos da mulher mais extraordinária que já pisou neste mundo. Zara me resgatou da morte, cuidou das minhas feridas com paciência divina e, com a sua coragem indomável de guerreira nômade, curou as cicatrizes mais profundas da
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