MarceloO escritório estava quieto naquela tarde, mas minha cabeça era um turbilhão, preso nos ecos do Rio. O jeito como Renata riu no Cristo Redentor. Agora, de volta à rotina, com fragmentos espalhados na mesa, eu não consegui tirar Renata da cabeça, e isso me assustou. Não era só a leveza do Rio. Era algo mais forte, mais cru, que eu não sentia há anos.Ela estava no canto da sala, organizando papéis, o cabelo preso num coque frouxo, um fio solto caindo na nuca. A saia cinza, justa demais, abraçava os quadris, marcando cada curva enquanto ela se curvava para pegar uma pasta. A luz da janela batia no tecido, destacando as coxas, e meu estômago deu um salto. Meu olhar escapou, e, de repente, imaginei empurrá-la contra o sofá de couro ali do lado, minhas mãos subindo a saia, sentindo a pele quente dela, o gosto dela na minha boca, aquele calor que só Renata parecia despertado. O pensamento foi tão vívido que meu corpo reagiu antes da mente. Um aperto na calça, uma ereção, ali, no meio
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