AlexanderO som discreto do elevador sinalizando o fechamento das portas não quebra o momento — apenas o delimita, como se aquele espaço agora existisse isolado do resto do mundo, sem interferência externa, sem possibilidade de interrupção, reduzido apenas àquilo que já não pode mais ser evitado.Permaneço onde estou.Sem recuar.Sem avançar.A distância entre nós é mínima o suficiente para que qualquer movimento carregue significado imediato, e por isso não há pressa, não há impulso, apenas precisão, porque este não é um instante que admite erro.O olhar volta para Oliver.Não de forma rápida.Não superficial.Mas com atenção completa, como se cada detalhe agora tivesse peso próprio, como se cada traço, cada gesto, cada escolha dele dentro daquele espaço estivesse sendo registrado com uma clareza que não existia antes, não dessa forma, não nesse nível.Ele sustenta o olhar por um breve segundo, sem entender completamente o que está acontecendo, mas já percebendo que algo ali exige ma
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