IsabellaO relógio marca alguns minutos antes do horário que ele mesmo impôs no dia anterior, e ainda assim a sensação não é de antecipação, mas de ajuste constante, como se cada segundo agora precisasse ser reorganizado antes mesmo de acontecer, porque não existe mais espaço para rotina automática quando alguém como Alexander decide se inserir dentro dela sem pedir permissão.Oliver está sentado no chão da sala, o caderno aberto, os lápis espalhados ao redor como sempre, mas há uma diferença sutil na forma como ele desenha hoje, menos disperso, mais atento ao som ao redor, como se parte dele estivesse esperando, mesmo sem admitir diretamente.— Ele vem agora? — pergunta sem olhar para mim, mantendo o foco no traço que termina.— Está dentro do horário.Respondo, sem confirmar mais do que isso.Ele assente, como se isso bastasse, mas segundos depois levanta o rosto.— Dentro do horário é sim ou não?Respiro fundo antes de responder.— É sim.Ele volta para o desenho, mas não com a mes
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