No dia da viagem, Oliver acorda como se fosse dia de Natal. Corre pela mansão ainda de pijama, falando sem parar sobre a casa de campo, sobre a neve, sobre o lago que ele tem certeza de que vai estar congelado dessa vez. Conta tudo para quem cruza o caminho — empregados, segurança, até para um vaso no corredor, se fosse preciso. — Eu vou levar meus brinquedos! E meus livros! E o casaco azul! — ele enumera, empolgado, enquanto Luna tenta acompanhá-lo. Sebastian observa a cena à distância, encostado no batente do escritório. O sorriso no rosto do filho o atinge em cheio. Há anos não o via tão alegre e ansioso por algo. — Luna. — ele chama, quando ela passa pelo corredor. — Preciso falar com você. Em particular. Ela sente o coração dar um pequeno salto, mas disfarça. Abaixa—se diante de Oliver, segurando delicadamente os ombros dele. — Oi, Oli. — diz, sorrindo. — Que tal subir para o seu quarto e separar tudo o que você quer levar? Os brinquedos, os livros… o casaco azul também. —
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