“O problema não é o que você fez… é perceber que, no fundo, você faria de novo.”Dayse não estava lidando com uma ressaca. Estava lidando com as consequências de uma versão dela mesma, que não pediu permissão para aparecer.Ela ainda estava sentada na cama quando a campainha tocou insistente o suficiente para atravessar o torpor da ressaca, da vergonha e, principalmente, da lembrança fragmentada e perigosamente sugestiva do que tinha acontecido na noite anterior.Ela fechou os olhos por um segundo, pressionando os dedos contra as têmporas como se aquilo fosse suficiente para organizar os pensamentos, mas não era, porque toda vez que tentava lembrar vinha a mesma sequência desconexa: o bar, o corpo dele perto demais, a voz baixa no ouvido, o toque, o calor, a provocação… e o vazio.Só que, dessa vez, não parou ali.Porque outra lembrança veio, mais clara, mais constrangedora e perigosamente vívida.Ela acordando ao lado dele, o corpo quente próximo demais e a imagem absolutamente nítid
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