“O problema nunca é desejar alguém… é perceber que, pela primeira vez, o desejo já não parece suficiente.”O silêncio dentro do carro não era confortável, nem vazio, nem suportável, e talvez fosse exatamente isso que estivesse começando a destruir o pouco controle que ainda restava nele desde o momento em que deixou Dayse no apartamento sem dizer nada do que realmente queria dizer.Edward manteve as duas mãos firmes no volante enquanto atravessava as ruas de Manhattan, mas a tensão nos dedos denunciava um estado de irritação muito mais profundo do que ele estaria disposto a admitir em voz alta, porque, por fora, continuava parecendo o mesmo homem controlado de sempre, o CEO frio, racional e inalcançável que sabia exatamente como separar desejo de sentimento, sexo de envolvimento, prazer de qualquer coisa emocionalmente perigosa.O problema era que, naquele momento, nem ele próprio acreditava mais nisso.A mandíbula permanecia travada de forma constante enquanto o olhar seguia fixo na a
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