Ao chegar no destino, o eco dos passos pesados de Nicola pelo corredor do condomínio parecia pressionar as costas de Juliana. Ao pararem diante da porta do apartamento dela, o ar entre os dois estava denso, impregnado de uma tensão sufocante.Juliana virou-se, cruzou os braços sobre o peito em uma postura defensiva e encarou Nicola fixamente:— Você já me trouxe em casa, e acho que tentar uma conversa hoje não faz o menor sentido.Disse ela, mantendo a voz tão firme quanto o cansaço permitia. — Podemos resolver isso na segunda-feira, no trabalho.Nicola não recuou. Em vez disso, deu um passo em sua direção, diminuindo o espaço restante. Um sorriso cínico e provocador curvou seus lábios, embora os olhos ardessem com algo muito mais sombrio.— Não tente me mandar embora, Juliana. Já que estou aqui, nós vamos entrar e resolver isso agora.A exaustão de Juliana deu lugar a uma onda de estranheza. Ele nunca fizera questão de passar daquela porta; sempre mantivera uma distância fria e conv
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