O sol que vinha da janela desenhava linhas de poeira dourada no ar, mas o calor em que Safira buscava não estava lá. Ela passou mão no lado direito da cama, os dedos afundaram nas dobras dos lençóis, procurando por um corpo que, até ontem a noite estava lá o seu porto seguro. Mais ela só sentiu o frio da cama. Ela abriu os olhos devagar, sentindo todo o peso da noite passada em cada músculo. Os lençóis, impecáveis, eram agora um mapa de vestígios da noite deles, o cheiro dele, que era uma mistura de sândalo e algo puramente instintivo, ainda estavam impregnados no travesseiro ao lado, mas o lugar estava vazio. Safira sentou na cama, puxando os lençóis contra o corpo, o silêncio da casa era assustador e aquele momento, veio a dúvida será que tudo tinha sido real para ele? Ou a luz da manhã havia levado todas as promessas que ele tinha feito para ela embora? Ela olhou para a porta do quarto. Cada ruído da casa, o barulho da madeira, o vento lá fora parecia um aviso. Killian não
Ler mais