Eu nunca gostei do centro da clareira.Mesmo antes de tudo, mesmo quando eu era apenas mais uma entre muitos, aquele lugar sempre parecia exigir algo de quem pisava ali. Era como se o chão lembrasse. Como se as pedras guardassem filhos.Agora, quando eu caminho para o círculo sagrado ao lado de Kael, eu sinto cada passo como um eco do passado.A diferença é que, desta vez, eu não estou sozinha.Ainda assim, meu estômago está apertado.A marca no meu pulso continua opaca, como se tivesse sido roubada da própria luz. E o eco no meu peito… está quieto demais, como bicho escondido esperando o momento certo para se mover.A vila inteira está reunida.Não por curiosidade.Por.Quando uma matilha sente que algo foi contaminado, ela se aproxima do foco como se o próprio precisasse ser purificado.Eu vejo rostos que desviam. Outros que encaram.E vejo Lyra.Ela está perto do semicírculo dos anciãos, vestida de forma impecável, postura perfeitamente controlada, como se aquilo fosse apenas mais
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