NatiOito anos depois…— Bom dia, meu amor!Cantarolo ao entrar no quarto do meu filho e, como sempre, abro as cortinas para a luz do dia invadir o cômodo. Lucas se espreguiça na cama e abre o primeiro sorriso matinal, que mexe com o meu coração de mãe.Retribuo o seu sorriso.— Bora acordar?— Mamãe!E lá está a empolgação que tanto amo. Não seguro mais o sorriso quando ele abre os braços para mim, e não meço distância para me aproximar dele. Contudo, não o abraço, porque ele não suporta toques. Lucas tem TEA — Transtorno do Espectro Autista, nível três. Ele é uma criança que precisa de rotina, de previsibilidade e de poucos vínculos. O mundo dele é pequeno. Seguro. E eu faço parte dele.— Bom dia, querido!Abraços, nem pensar. Mas ele ama encostar a testa na minha, e isso é o bastante para mim.— Hora do banho, garotão. — Faço um som divertido, porém contido.— Banho. Banho.— Isso, banho.Excesso de carinho o desorganiza, então um beijo calmo em sua bochecha o tranquiliza. Confesso
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