67. Armando
A ENTREGA.— Está confusa agora?Inquiro baixo demais, porém, ríspido, tirando-a do chão e prenso o seu corpo contra uma parede metálica, tomando a sua boca logo em seguida, sem esperar a sua resposta. O som baixo do seu gemido desperta sentimentos que tentei abafar por anos. Sentimentos que insistiam em me atormentar. Que me colocavam a prova de fogo constantemente.Eu nunca deveria tê-la deixado ir. Não devia ter aceitado aquele não como resposta. No fundo, fui tão covarde quanto ela foi.E Deus, que saudades desse seu sabor!— Porque eu sei exatamente o que eu quero, e eu quero você, Olga Castro.— Ah! — Ela solta um gemido manhoso quando seguro firme no seu seio, por cima da sua blusa, apalpando-o na medida certa, enquanto aprofundo ainda mais o nosso beijo.Sempre punitivo. Sempre arredio. Mostrando-lhe o quão dolorido ela me deixou, porém, eu ainda a amo e esse beijo não poderia ser mais intenso e apaixonado. Ávida, Olga começa a abrir os botões da minha camisa e isso me insti
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