DIAS ATUAIS. Micaela vê o olhar de decepção de Luna. Luna não chorava, não gritava, não a questionava, apenas ouvia em silêncio a confissão de Micaela, prestando atenção a cada palavra dita, em cada detalhe da história contada. — Eu sei que agi errado, eu sei que deve estar me odiando, mas na época eu não te conhecia, por isso eu me prestei a essa monstruosidade — Micaela enxuga as lágrimas que teimavam em sair, não para comover Luna, mas pelo arrependimento que sentia — Quando eu tive a oportunidade de te conhecer, me senti muito mal mas não tinha como eu voltar atrás, por isso, acreditei que pudesse me redimir. Micaela, pensa ser o suficiente e por isso fica em silêncio. O olhar de Luna a condenava e isso a fazia se sentir um ser desprezível, uma inimiga disfarçada de amiga. Sentia-se envergonhada por se tornar como a irmã Marcela, uma pessoa egoísta e sem caráter. — Quer dizer que, por não conhecer uma pessoa, se sente no direito de lhe fazer mal. Mas quer saber, para mi
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