A imagem de Théo jogando na casa do amigo surge instantaneamente. A concentração no rosto, o brilho nos olhos, a alegria simples. - É esse - decido, sem hesitar. O atendente se aproxima. - Presente? - pergunta com simpatia. - Sim. - faço uma pausa. - Pra um menino... e, talvez, pra mãe também. Ele sorri, cúmplice, enquanto separa o aparelho. Sigo até o caixa com a sensação de estar fazendo algo mínimo... mas necessário. Talvez não apague o medo. Talvez não cale os fantasmas. Mas, pelo menos, vai criar momentos. Risadas. Distrações. E, por agora, isso já é uma forma de proteção. Acho que, assim, Amanda vai conseguir respirar um pouco mais. E Théo... voltar a ser só uma criança. E sem manter em paz. Com todas as sacolas acomodadas no banco de trás, sigo para a casa de campo mais leve do que cheguei a imaginar. Afrouxo a gravat
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