Nunca imaginei que um estranho pudesse me salvar.E, ainda assim, foi exatamente isso que Bruno fez.Ele me tirou do perigo sem sequer me conhecer. Não fez perguntas invasivas, não exigiu explicações, não pediu nada em troca. Foi humano. E por isso, por esse gesto raro, eu sou imensamente grata.Ele foi comigo buscar meu filho. Esteve ao meu lado o tempo todo. E quando chegamos àquela casa enorme, cercada por seguranças, o medo me atravessou o peito. Não vou mentir. Eu ainda não o conhecia. E, por mais que soubesse que não deveria confiar assim, Bruno transmitia algo que eu não sentia há muito tempo: proteção.Ele nos apresentou aos caseiros, José e Cristina, ambos incrivelmente gentis desde o primeiro instante. Logo depois, precisou ir embora. Eu ainda estava tensa, com o corpo inteiro em alerta, mas dona Cristina pareceu perceber, porque me acolheu sem perguntas.Ela preparou um lanche simples e nos convidou a sentar na bancada. Théo ainda estava tímido, quieto demais, e isso me dei
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