A noite caiu silenciosa sobre a casa de Amelia. Angeline já não escondia o cansaço. Depois de um dia inteiro cuidando da amiga, virou-se para Rafael na porta. — Você pode ficar com ela esta noite? Ele nem hesitou. — Posso. Quero. Uma mensagem rápida para Arthur resolveu o resto: roupas emprestadas e, de quebra, uma carona para Angeline. Quando a porta se fechou e a casa ficou em silêncio, Rafael sentiu o peso da responsabilidade — e da culpa. Sentou-se no sofá e colocou um filme qualquer, mas não prestava atenção. Sua mente estava no quarto, onde Amélia dormia. O celular dela, sobre a mesa de centro, iluminou a sala. Ele não queria olhar. Mas olhou. “Estou com saudades de você.” O número não estava salvo. Rafael cerrou os punhos imediatamente. O peito apertou. Ele sabia exatamente quem era. O ex. Por alguns segundos, sentiu o impulso de desbloquear, de ap
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